Últimos números revelam o registro de dois mil casos. Destes 420 positivos. Em Foz o índice de infestação é de 20%
Lilian Céspedes
Foz lidera o 4º lugar em número em casos de dengue no estado. Só perde para Londrina, Jacarezinho e Cornélio Procópio. O temor da fronteira hoje é para a chegada no 4º tipo de dengue. O vírus não é registrado há 28 anos. Caso a doença se instale a cidade terá que enfrentar uma epidemia.
Aliado ao alerta, atualmente o índice é considerado alarmante. De cada 100 pessoas 20 podem ser vítimas do mosquito.
A organização mundial da saúde indica que em cidades seguras o índice é de 1%. Segundo a epidemiológica, Mara Cristina Ripoli “Em todos os bairros a média é de 20%”, revela Mara Cristina Ripoli.
O IBGE apontou no último Censo 2010, 250.918 mil habitantes em Foz do Iguaçu, considerando este número, 2% da população equivalem cinco mil pessoas. Ou seja, cinco mil pessoas devem morrer, segundo estatísticas da saúde.
Combate
Mesmo com as ações de combate a dengue, feitos permanentemente por agentes comunitários, com o intuito de orientar a população a eliminar focos do mosquito. O 34º Batalhão de Foz do Iguaçu também está aliado ao combate, a partir do mês abril equipes de soldados devem contribuir com a distribuição do fumacê.
Para a epidemiológica Mara Cristina Ripoli a falta de informação não é a culpada pelos novos casos, e sim a despreocupação das pessoas. “Nós estamos usando todas as ferramentas possíveis e disponíveis para alertar, mas infelizmente a comunidade só constata que um caso é grave quando anunciamos a epidemia, é necessário mudar de comportamento”, explica Ripoli.Apesar dos sintomas serem bastante conhecidos pela população, Mara Cristina informa que o quadro clínico de um infectado “piora quando melhora”. “A dengue é uma doença perigosa, quando o paciente deixa de sentir os sintomas, ele está sujeito a ter uma recaída que pode levar ao óbito. Como não foi evitada a doença, podemos evitar a morte”, enfatiza. É importante salientar que quanto mais rápido o diagnóstico for feito mais eficaz se torna o tratamento e a recuperação do paciente.
Segundo Ripoli, a conjuntura pode ser ainda mais alarmante, pois não são todos os infectados que realizam o exame para verificar a existência do vírus, e muitas pessoas fazem exame em clínicas particulares e o resultado acaba não entrando para as estatísticas oficiais.
Nos casos de dengue, também existe um grupo de risco, fazem parte deste grupo as gestantes, crianças, adolescentes de até 15 anos e doentes crônicos.
Os terrenos que proliferarem o mosquito (entre eles, os abandonados) podem ser denunciados. “O terreno que for encontrado um foco transmissor será multado. A população pode contribuir desta forma, para evitarmos a proliferação destes insetos”, conclui a epidemiológica. As denúncias podem ser feitas através do telefone 3524 4888 – Centro de Zoonoses.



